O peso da saúde

05/09/2015 – Zero Hora – RS

DEMÊNCIAS Pesquisa mostra que obesidade e sobrepeso podem acelerar surgimento do Alzheimer

Ser obeso ou ter sobrepeso aos 50 anos pode antecipar o surgimento da doença de Alzheimer, segundo estudo publicado recentemente na revista médica Molecular Psychiatry.

A aceleração seria de 6,7 meses a cada aumento de um ponto do índice de massa corporal (IMC), calculou uma equipe de pesquisadores americanos, canadenses e taiwaneses.

Os cientistas estudaram durante 14 anos cerca de 1,4 mil pessoas consideradas normais cognitivamente que viviam nos Estados Unidos. Elas foram submetidas regularmente a avaliações neuropsicológicas. Entre elas, 142 desenvolveram Alzheimer e todas tinham um IMC mais elevado quando completaram 50 anos. Segundo os pesquisadores, isso se associava ao surgimento mais precoce da doença.

O IMC é a relação entre a altura e o peso. Um índice superior a 30 é considerado como obesidade no adulto. Para um índice situado entre 25 e 30, considera-se sobrepeso.

O envelhecimento é o principal fator de risco das doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Também influenciam o diabetes, a hipertensão e a falta de exercício. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 47,5 milhões de pessoas afetadas por demência senil no mundo.

Estilo de vida

O relatório global de Alzheimer, documento produzido no ano passado pelos pesquisadores do King s College London, também apontou a importância de manter um estilo de vida saudável na prevenção das demências. Conheça as principais recomendações do estudo.

– Controlar o diabetes e a pressão arterial tem papel importante na prevenção das demências.

– A obesidade e a falta de atividades físicas são fatores de risco para o diabetes e a hipertensão e, por isso, devem ser alvo de ação.

– Parar de fumar também está diretamente ligado à redução do risco de demência. Estudos de incidência da doença entre pessoas acima de 65 anos mostram que ex-fumantes têm um risco similar ao daqueles que nunca fumaram, enquanto que os que continuam a fumar têm riscos muito maiores.

– De acordo com o relatório, se envelhecemos com uma condição mais saudável, temos mais chances de viver por mais tempo, mais felizes e de maneira mais independente, com uma chance muito menor de desenvolver demência.

FacebookTwitterGoogle+