“O começo foi estressante, depois deu certo”, diz argentino

08/12/2015 – Jornal de Santa Catarina

 

Para os dois médicos argentinos, a escolha de vir ao Brasil surgiu do sonho de tentar a vida em outro país.

Ficamos sabendo do Mais Médicos e esperamos os primeiros chamados para ver as reações. Embora houvesse críticas, não percebemos nada de grave no programa, então encaramos conta Viviana, que diz ter escolhido Blumenau por ser uma cidade de médio porte, com boa estrutura.

O casal já pensar em dar continuidade à carreira no Brasil. Ambos querem fazer o exame de validação do diploma de médico, o Revalida, obrigatório para a atuação na rede de saúde pública e privada fora do Mais Médicos.

O médico intercambista vem com um visto de trabalho de três anos e a autorização para trabalhar nos postos de saúde. Para trabalhar fora do programa em qualquer outro lugar ele precisa do Revalida, que é um teste feito pelas universidades explica o coordenador do programa, Rafael de Franceschi.

Juan e Viviana dizem estar satisfeitos com a vida em Blumenau e em tom com a comunidade, mas nem sempre foi assim: O começo foi estressante. Dificuldade com a língua, com as burocracias do SUS, encaminhamentos e tudo mais. Depois deu certo, eu gostei diz Juan.

Viviana conta que a adaptação, para ela, foi um pouco mais fácil, mas que mesmo assim sentiu as dificuldades do sistema de saúde brasileiro: A burocracia faz parte do Brasil. Pelo menos o SUS funciona. Tem demora, tem muita burocracia, mas funciona. Eu vejo o resultado com o meu paciente conseguindo o tratamento.

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