A equipe de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde (DAB/MS) conversou com a professora Rogelia Herculano Pinto, que é coordenadora da disciplina PICS da Universidade Federal de Pernambuco, sobre as experiências das extensões universitárias no campo das práticas no processo de formação. Confira:

1. Como as PICS estão inseridas no processo formativo dos alunos?

Rogelia: As PICs estão inseridas nos três contextos da formação discente no nosso Centro. Inicialmente, na graduação, com componentes curriculares obrigatórios adaptados ao objetivo do curso. No nosso caso, Enfermagem, com carga horária total de 90 horas onde o aluno sai com formação em auriculoterapia, shantala e uma boa formação em fitoterapia. Mas ele vivencia outras práticas corporais, vibracionais e contemplativas e outras racionalidades como Medicina Tradicional Chinesa e Ayurvédica, além de ter a possibilidade de discutir a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e como esta pode ser implementada no município. Já no curso de graduação em Saúde Coletiva, o foco maior é a gestão em PICs. Para tanto, os alunos vivenciam as PICs mas não saem com uma formação específica para prática clínica como é o caso da enfermagem. Ele necessita vivenciar visitas técnicas, e ter experiência nas PICs, mas é orientado a fazer o diagnóstico de um município de Práticas e a tecer uma proposta de implementação das PICs. No final, os estudantes organizam um seminário com gestores de PICs de regiões próximas.

2. Você comentou sobre ter experiências de extensão universitária…

Rogelia: Além dos componentes curriculares, temos a extensão, que está localizada em Unidades de Saúde com auriculoterapia, e em nosso laboratório de PICs com o Reiki Solidário, que oferece à comunidade a assistência em PICs, e o projeto Farmácia Viva em algumas UBS e no nosso Centro. Além dos vários cursos promovidos por nossa extensão, como Reiki nos três níveis, Auriculoterapia Francesa e Chinesa, Florais de Bach e mais recente no nosso elenco de cursos de curta duração, Meditação Mindfullness.

3. E existe experiência no campo da pesquisa?

Rogelia: No campo da pesquisa, temos o grupo de pesquisa cadastrado na CAPES, denominado de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, baseado em evidências clínicas. Esperamos nos próximos anos ampliar a nossa formação tanto na graduação, como na pós graduação.


A professora Rogelia Herculano Pinto é Docente Coordenadora da disciplina Práticas Integrativas e Complementares do CAV-UFPE, doutora em Enfermagem pela UFPE, Mestre em Enfermagem pela UFPB, Acupunturista pela ABA, Mestre em Reiki e Terapeuta Floral.

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